Limbo

mensagens-sobre-os-degraus-da-vida-23

Tenho a impressão que muita gente passa por esse momento em sua vida, um período de dúvidas e onde todas as certezas caem por terra e tudo se torna uma mistura de medos e de incertezas sobre o presente, fico me cobrando por ter deixado isso acontecer, alguém tão cauteloso em suas finanças e em sua vida, alguém que vivia com a conta bancária cheia, mas havia um problema nesse aparente sucesso monetário e aparentemente possuir realmente uma vida confortável, podia comprar o que quisesse, o problema era que mesmo com dinheiro eu não estava vivendo realmente e encontrando satisfação ou a sensação de completude, não lembro de ter muitos amigos nessa época, só me lembro da rotina cansativa que começava próximo das 5 da manhã e terminava lá pela meia-noite e se repetia de segunda a sexta, e não satisfeito ainda tinha aula aos sábados, por praticamente toda a minha faculdade.

Houveram momentos de muita alegria com toda certeza, mas talvez um ou outro arrependimento se mantém presente, contudo como o passado já aconteceu e segundo as Leis da Física ele não pode ser mudado vamos focar no presente. Tem momentos que peco exatamente por isso, por não focar no presente e me cobrar demais em ser perfeito, isso não existe mas eu constantemente me enganava e preferia não acreditar nisso, mas a conta da inconsequência sempre vem.

Engraçado pensar que há uns cinco anos atrás eu achava que era feliz mas não via que o meu coração estava vazio, muita coisa aconteceu de fato, muitas experiências foram vividas, muitos erros cometidos, e muitos acertos com toda certeza, e atualmente sei que devo enfrentar a vida sem medo, encarar que sou adulto e o principal responsável por tudo que acontece em minha vida. Hoje um pouco mais maduro e menos engessado percebo que a vida adulta não é para principiantes, e se eu não quiser permanecer pra sempre nessa “Corrida dos Ratos” eu preciso me mover e MUDAR, olha só esse verbo mágico voltou a aparecer, estava em outros textos e parece que cabe perfeitamente nesse.

Hoje atravesso um período muito complicado da minha vida, algumas escolhas erradas e uma dose bem grande de irresponsabilidade me trouxeram aqui, me parece que aceitar o fato de que falhei é um início, e no momento o que preciso é mudar essa situação, ainda não tenho bem claro como resolve-la, contudo o primeiro passo parece ser “entendimento e aceitação”, a fase de negação já passou, e o momento de se mexer é agora, afinal ninguém vai fazer isso por mim. Eu sou o protagonista da minha vida e devo agir como tal, então que assim seja, posso ter começado esse texto no limbo mas ao que tudo indica termino ele bem melhor do que comecei e saindo dele.

M.A.S.

Respirar…

               a11

                  Diversas vezes antes de começar a escrever eu respiro profundamente e fecho os olhos, e em seguida os abro e mando pra fora todo esse ar, talvez seja uma maneira que meu amigo inconsciente encontra para metaforicamente expelir tudo de ruim que há dentro de mim, não deixa de ser verdade literalmente ou subjetivamente falando. Tendo feito esse pequeno ritual eu me sinto pronto para começar.

                  Há dias extremamente corridos, onde mal conseguimos fazer uma pausa, e em um momento do dia são nove da manhã e no outro já se passam das seis da tarde, como também há dias que o tempo parece parar, não há vento, não há barulho, só existe você consigo mesmo, não há compromissos urgentes para serem resolvidos ou incêndios para serem apagados, também não há compromissos no fim do dia, e o que resta nesse momento tão impar da nossa rotina é aceitar essa tranquilidade, dar esse tempo livre para não fazer nada, olhar para o céu, colocar uma playlist que agrade, e respirar, da mesma maneira que respiro fundo antes de começar a escrever é pertinente dizer que todos devem ter um momento para fazer o mesmo, inicialmente é até desconfortável “não fazer nada”, afinal não é tão comum e podemos nos sentir inúteis, contudo nosso corpo pede momentos como esse, a sanidade necessita, nosso cérebro precisa de uma pausa, nosso coração também necessita de tranquilidade, seja por uns minutos ou pelo dia inteiro aproveite esse momento afinal você não sabe quando haverá outra oportunidade para que aconteça novamente.

                    Confesso que é estranho falar disso, para alguém que não gosta de deixar as coisas acontecerem, que sente a necessidade de estar sempre no controle, fazendo algo diferente à todo momento, um tanto controlador eu diria, entenda um “tanto” como “bastante” pois das figuras de linguagem a que mais gosto de usar é o eufemismo. Sinceridade nas palavras, caso contrário elas saem vazias e do servem então?

                     Dificilmente venho com uma ideia pré-concebida do que irei escrever, as ideias vão se formando conforme as linhas vão sendo preenchidas, e até algumas linhas anteriores eu não possuía a menor ideia de qual seria o título desse texto, provavelmente quando publicá-lo o título vai ser a primeira coisa que vão notar, mas meio que contraditoriamente é a última que faço, gosto de contrariar, mas vocês já sabem disso, e no momento só preciso me preocupar com uma coisa…

…respirar.

M.A.S.

Se perder…

se-perder

Há dias que nada excitante acontece e nada dá certo, dias nublados onde o humor não é dos melhores, além disso há que noites que são assim também, é meio que uma sensação de melancolia, não chega a ser tristeza no sentido literal da palavra mas é uma sensação que incomoda, incomoda e não vai embora, parece um momento de transição, e eu me pego pensando: “Transição de que e para quê?” Hoje há muitas dúvidas rolando em minha mente, parece que não há mais tantas certezas como haviam antes, isso me incomoda, mas colocando esse sentimento no papel talvez me ajude a compreendê-lo melhor, na verdade não creio que seja apenas um único sentimento o responsável por esse meu humor, deve ser uma conspiração de uns três ou quatro querendo tirar uma onda com a minha cara, falando assim me pego rindo disso, imaginando os “pequenos vilões” arquitetando tudo, rs.

O momento pede um pouco de calma, afinal não pareço estar nos meus melhores dias, muito menos em condições de tomar decisões importantes, e se essas decisões tiverem de ser tomadas eu redobrarei minha atenção para que a escolha feita seja a melhor possível, é o que costumam dizer: “Com calma tudo dá certo”. Espero que seja assim mesmo, como o título mesmo já sugeriu esse parece ser um momento de se perder, se perder para se encontrar, me imagino com toda a minha vida em meus braços e de repente jogando tudo para o alto pra que eu possa começar a colocar tudo em seu devido lugar, os momentos felizes em um local em que eu sempre possa voltar com aquele saudosismo gostoso e aquele aconchego e felicidade que só esses momentos podem proporcionar, os momentos tristes também precisam ser organizados, pra que quando eu olhe pra eles eu possa lembrar de todo o aprendizado que consegui com cada um deles. ORGAZINAR parece ser a palavra que se encontra por trás dessas palavras, colocar tudo em seu devido lugar, fazer as pazes com o passado e entender que ele me trouxe onde estou, e me tornou a pessoa que sou agora, entender que tudo que aconteceu deixou sua marca, boa ou ruim elas aconteceram, o que eu preciso fazer é de peito aberto e consciência serena apenas agradecer pelos episódios ruins que me ensinaram a ser mais forte e aos bons me fazendo lembrar que há sempre um lado bom pra tudo, e com toda a certeza me lembrar que muitos mais momentos irão acontecer, afinal essa é a vida, uma sucessão de acontecimentos que nos proporcionam momentos incríveis.

 

M.A.S.

 

Algo Bom

algo-bom

Conforme o tempo vai passando sempre acontecem mudanças, é inegável e praticamente ignorância dizer que nada mudou em nós, por fora as evidências são mais fáceis de serem percebidas, seja um novo corte de cabelo, uma nova cor, uma tatuagem, eu creio que todas as mudanças externas vem primeiro do lado de dentro e o lado externo é só um reflexo disso, deve ser por isso que nesse último ano tenho focado no meu “eu interior, é no mínimo curioso essa afirmação mas totalmente verdade. Problemas com minha autoestima, amor-próprio e meu corpo estão sendo solucionados aos poucos, notei que quando começamos a nos valorizar algo dentro de nós começa a nascer e a crescer, um sentimento de orgulho, de estar vivendo minha essência, e por consequência me sentindo muito feliz por isso.

Quando me diziam que as respostas que eu procurava estavam dentro de mim eu demorei a acreditar, resisti a acreditar que eu mesmo já tinha a solução para meus problemas, não podia ser tão fácil, e realmente não era, as respostas com certeza estão aqui dentro, mas não é um tarefa simples encontra-las, há muita confusão dentro da maioria das pessoas, e para organizar essa confusão e realizar essa faxina interna se exige muito esforço, e o dever de mergulhar de cabeça nessa experiência de se conhecer, se conhecer para amadurecer e aprender a domar os monstros que nos habitam e influenciam tanto em nossas decisões.

Me utilizando como exemplo para o que estou escrevendo nessas linhas que se seguem eu posso dizer que é das experiências mais gratificantes fazer as pazes consigo mesmo, entender que você possui um lado bom e um lado ruim, que somos essas inconstâncias cheias de sentimentos muitas vezes bem conflitantes, desejos e algumas culpas que criamos em nós mesmos, tenho aprendido muito, aprendido que em certos momentos o melhor a se fazer é realmente se calar, mas há momentos que temos por obrigação falar, dizer NÃO e evitar que nossa personalidade seja suprimida pela vontade alheia, existem momentos de dúvida onde o NÃO sai com pouca força, mas depois vem a segurança que fizemos o melhor, essa é a melhor parte já aviso de antemão.

Nosso corpo reflete o nosso interior, e quando estamos bem o mundo todo percebe, nossa aura muda, nossas energias se tornam harmoniosas, começamos a repelir situações que nos fazem mal, e por isso nos sentimos mais leves e em paz, é por isso que começa a crescer um sentimento de satisfação dentro de nós, porque expulsamos os que nos faziam mal e agora há muito espaço para que novas e melhores experiências e sensações cresçam e amadureçam no nosso interior. Abrimos espaço para novas pessoas entrarem em nossas vidas, dando a chance de conhecer nosso mundo e talvez ficar um pouco mais de tempo do que a maioria tem ficado.

Uma certa vez já escrevi que prefiro escrever quando algo me incomoda, quando estou na famosa “bad” mas escrever sobre algo bom também ajuda a botar para fora tudo que precisa ser dito, posso dizer que espalhar algo bom nos traz alívio também, compartilhar o que se tem de bom só aumenta a paz que temos dentro de nós, é como dizem:

“Quanto mais se compartilha o bem mas ele cresce dentro de nós”

M.A.S.

Mudar – Parte 2

escadas1

Me parece que criei o hábito de escrever continuações dos meus textos, mais um com o título de “Parte 2”, a princípio eu poderia me criticar por falta de criatividade e pensar que foi só um jeito de enfiar goela abaixo algo requentado para que me satisfizesse a minha ideia de escrever algo “novo”, mas nesse caso essa autocrítica não se justifica nenhum pouco, o que pretendo expressar nas próximas linha é sim uma continuação mas não algo qualquer pra preencher essa folha e assinar minhas iniciais no fim o que pretendo mostrar é o que melhorei e ainda preciso melhorar nesse processo que tenho mergulhado nos últimos tempos que é MUDAR.

Esse processo de mudança tem sido trabalhoso, eu mesmo enfrentei muitas resistências comigo mesmo, algo irônico e por consequência contraditório mas que faz todo o sentido, eu que pretendia mudar estava resistente a esse processo, quando diziam que o medo congelava eu não confiava bem nessa afirmação mas hoje entendo perfeitamente. Uma parte de mim queria essa mudança por perceber muitas vantagens nessa ação e outra parte minha que desconhecia “dizia” para eu deixar tudo igual como sempre esteve, contudo eu sou teimoso por natureza e aprendi a duras penas que o “igual” nem sempre é o mais vantajoso e me propus a mudar.

Eu falei relativamente bastante nas linhas anteriores mas não disse muito, parece ser um hábito meu que preciso melhorar, quem sabe nos próximos textos eu já terei superado essa barreira da subjetividade e partirei para passos mais concretos, quem sabe…

Devo admitir que o medo ainda permanece em mim, mas hoje eu encaro ele como um amigo e que posso tê-lo lado a lado em algumas situações, igualzinho meu lado depressivo e que se isola muitas vezes. Mudei minha ideia a respeito deles, encarei o medo como combustível para que coisas novas fossem realizadas e essa sensação as vezes irracional desaparecesse, o medo em excesso me atrapalhava e me congelava, mas hoje em dia um dos poucos medos que me restam é falhar e não conseguir viver plenamente o que desejo para mim, e quanto aos meus momentos depressivos e de isolamento, eles se tornaram meus companheiros em momentos que se faz necessário um pouco de afastamento desse mundo doido que vivemos, e minha amiga depressão foi substituída por meio de figura de linguagem pela palavra melancolia, algo bem mais leve e mais saudável. Parece que meus monstros internos e inimigos tem se tornado meus bons amigos, porque eu percebi que eles sempre estiveram em mim, são minha essência, o que eu sempre precisei foi entende-los e que fossem vistos de outra perspectiva, esse exercício eu tenho tentado praticar dia a dia, o exercício de mudar e evoluir, o exercício de viver ao invés de existir simplesmente, me parece que estou indo no caminho certo, e como um grande amigo meu disse uma vez:

“Só o tempo dirá”

 

M.A.S.

Sentir – Parte 2

Sentir

Sempre que começo a escrever algo novo eu tento me recolher ao meu mais profundo íntimo e trazer de lá as mais sinceras palavras, sendo intenso como de costume eu diria que gosto de sangrar meus sentimentos no papel e expô-los sem medo para quem quiser vê-los, uma maneira de libertá-los para que outros sentimentos possam ser os protagonistas também. Tenho um particular prazer quase que masoquista de falar dos sentimentos ruins, daqueles que nos fazem sofrer e ficar algum tempo recolhidos dentro de nós mesmos, os que criam aquela tão temida “BAD”, sabem o motivo de gostar tanto desses sentimentos não tão amigáveis? Porque são eles que nos fazem crescer, nos fazem pessoas melhores e nos fazem reviver em uma versão melhor de nós mesmos, não achem que menosprezo os bons sentimentos, esses também tem seu valor, mas se todos nós só falássemos deles qual seria a graça, olhem eu sendo da turma do contra novamente.

Sempre prezo sinceridade nas minhas palavras, e tenho tentado ao máximo que as minhas ações sejam as mais sinceras também, como diria o Fernando Anitelli do Teatro Mágico em Zazulejo:

“Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz”

Portanto tenho tentado ao máximo viver todos esses sentimentos que falo em meus textos, não há uma receita mágica para viver, e se alguém pensa de maneira contrária eu lhe convido a me mostrar esse passo-a-passo para algo tão complexo como viver, e quando digo VIVER realmente estou querendo dizer no sentido literal da palavra, não é apenas um existir sem-graça de acordar, levantar, toma café, ir trabalhar, comer nos intervalos já citados, entre outros. Engraçado falar disso pois quando criança aprendemos na escola que nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos, eu ingenuamente nessas aulas sempre adicionava uma série de outras ações nessa equação simples à primeira vista mas os professores me diziam que biologicamente são apenas quatro etapas, e sempre ficava uma dúvida em mim:

“Onde aprendemos a amar, chorar e rir, a sentir saudade, e generalizando onde aprendemos a sentir?”

Será que é possível lembrar o momento do nosso primeiro sorriso, da primeira vez que nos apaixonamos, daquele momento singular do nosso primeiro beijo, daquela sensação inesquecível que nos traz um sentimento bom dentro de nós, contudo parece que esses momentos felizes são mais fáceis e agradáveis de serem lembrados mas como eu disse anteriormente os que atraem mais minha atenção são os da outra face da moeda, seguindo a mesma linha de raciocínio eu pergunto se você se lembra da sua primeira decepção, da primeira vez que você caiu e machucou o joelho, daquela vez que você caiu de bicicleta, indo mais fundo da primeira vez que você foi decepcionado, do primeiro bolo que você levou quando ia conhecer alguém, da vez que alguém te fez sofrer sem remorso nenhum e ainda viu de longe, o lado sombrio dos sentimentos é esse, onde os monstros se escondem e sempre adoram puxar o nosso pé nas horas mais inesperadas.

Em que manual aprendemos a lidar com decepções, com momentos de tristeza, em que matéria da escola ou faculdade aprendemos a curar um coração partido, uma cicatriz deixada do lado de fora os profissionais da saúde sabem curar muito bem, mas e uma cicatriz deixada dentro de nós, em nossa alma, será que ela tem cura? Existem momentos que nossos instintos mais primitivos vem à tona, a raiva é uma delas, mas passado esse turbilhão de coisas o que vem é o aprendizado vivido à flor da pele, onde não há professor com PhD que saiba lidar, e o que resta a nós todos é seguir em frente pois ainda viveremos bem mais além do “Nascer, crescer, se reproduzir e morrer”.

Antes de encerrar quero deixar um último conselho, não que eu seja a pessoa mais adequada para isso, mas de todas as lições que aprendi o que fica de aprendizado é não ter medo de sentir, aproveite cada momento seja  bom ou ruim, agarre ele e abrace não sufocando querendo matá-lo ou tão fraco que ele vá embora, mas abrace ele sabendo que é parte de você, aquela parte que você se esquece por algumas vezes estar dentro de ti.

 

M.A.S.

Copiar e Colar

essencia (1)

É muito comum nos sentirmos culpados pelo que que somos e algumas vezes pelo que fazemos, diariamente nos pegamos em momentos que ficamos inseguros se algo é o “certo a se fazer”, se seremos criticados pelo ato ou se seremos elogiados e aplaudidos, mas porque isso é tão importante para a maioria? Eu devo me sentir culpado por isso ou aquilo, indo um pouco mais além e digo:

“Devo me sentir culpado por quem eu sou?”

               Já fui chamado de ingênuo, inocente, bondoso e muitos outros adjetivos, mas a questão nesse caso é que essas qualidades são tratadas como defeitos, qual a grande questão em ser bondoso, inocente ou o que seja? Não vejo motivos para agir diferente, mas parafraseando um publicação que vi outro dia quando questionavam sobre isso e sobre se aproveitarem a melhor resposta que se encaixou foi que…

“Isso é um defeito delas e não meu”

               Ninguém deve se sentir culpado por ser quem é, essa é a nossa essência, dizendo de maneira simples e direta é modo como funcionamos, nos comportamos quase que instintivamente meio que sem pensar, talvez essas características tenham diversas explicações como o modo como fomos criados, das experiências que vivemos e nos ensinaram grandes lições, uma mistura disso tudo com mais algumas variáveis desconhecidas ou apenas não citadas.

Parece que implicitamente temos a obrigação de sermos de tal maneira, agirmos conforme o script e pensamos de maneira padronizada, muitos cedem as pressões e acabam entrando nessa mesma fila, fazendo um Ctrl+C e Ctrl+V de padrões, quem sabe esse não seja o causador da maioria dos problemas que enfrentamos, quando tentamos nos encaixar em algo que não nos faz bem sempre sofremos, sempre abdicamos de quem somos, guardamos em uma gaveta tudo aquilo que acreditamos, nossa individualidade e nos tornamos outra pessoa. Nos sentimos mortos estando vivos, essa é a pior das mortes pois ela acontece lentamente todos os dias, contudo quando agimos diferente ai sim começamos a viver plenamente, o nosso corpo se sente vivo, uma energia começa a emanar dele, uma sensação inexplicável, um misto de paz, otimismo e bom humor, quando paramos de negar quem somos, quando começamos realmente a viver o que acreditamos o Universo conspira à nosso favor e nos traz uma infinidade de bênçãos.

“A nossa única obrigação é a de vivermos plenamente o quem somos em essência.”

 

M.A.S.